Família se despede de homem que morreu esperando atendimento no HBDF

O homem morreu no domingo (12/7), enquanto esperava atendimento no Hospital de Base. Familiares clamam por justiça

Vestindo camisetas estampadas com a foto de Rodrigo Resende do Prado e carregando placas que pediam justiça, familiares e amigos acompanharam, na tarde desta quarta-feira (15/7), a despedida do homem de 46 anos, que morreu, no domingo (12/7), à espera de atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
O velório foi realizado no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. A mãe de Rodrigo acompanhou o cortejo até o sepultamento cercada pelos filhos, parentes e amigos da família. Em meio à tristeza e indignação, os familiares lembraram o homem que, segundo eles, dedicava boa parte da rotina nos cuidados da própria mãe.

“Era um irmão maravilhoso. Não tenho o que falar dele. Era uma pessoa muito alegre, se dava bem com todos os irmãos”, resumiu Bianca Resende de Almeida, 57 anos. Rodrigo era um dos 10 irmãos da família. Oito estão vivos.

 

Segundo Bianca, Rodrigo deixa um filho de 6 anos, criado pela avó materna. Solteiro, ele havia deixado o trabalho por causa dos problemas de saúde e passou a viver de pequenos serviços com materiais recicláveis, justamente para permanecer perto da mãe.

“Minha mãe quebrou o fêmur, tem diabetes e está com começo de Alzheimer. Ele cuidava muito dela. Comprava as coisinhas, vendia recicláveis, mas fazia questão de ficar perto dela. Era muito presente”, contou.

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