Colegiado vê risco à liberdade de expressão e pede que propostas sobre antissemitismo não avancem na Câmara
Para o Conselho, porém, a definição da IHRA reúne exemplos que “podem abranger manifestações críticas ao Estado de Israel como formas de antissemitismo”, o que pode dificultar a distinção entre discriminação e crítica política.
A proposta de General Pazuello segue outro caminho. O texto altera a Lei do Racismo, revoga a Lei do Genocídio e amplia as punições para crimes motivados por discriminação.
Entre as mudanças, aumenta as penas quando as vítimas forem judeus ou seus descendentes e cria um crime específico para a apologia de atos discriminatórios antissemitas contra o Estado de Israel. Na justificativa, o deputado afirma que é preciso criar mecanismos para tipificar condutas antissemitas.
A matéria de Tabata aguarda designação de relator(a) na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) da Casa Baixa, enquanto a de Pazuello aguarda o parecer do(a) relator(a) no mesmo colegiado.
O Conselho também defendeu que futuras iniciativas sobre o tema respeitem a Constituição e reafirmou “a centralidade da liberdade de expressão como fundamento do regime democrático e da comunicação social no Brasil”.

