Caminhoneiro que matou estudante trafegava a cerca de 130 km/h em trecho de 40 km/h, diz MP

Denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta que motorista perdeu o controle do caminhão ao se aproximar de radar em trecho com limite de 40 km/h em Jacupiranga (SP).

O caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia, acusado de atropelar e matar a estudante Joyce Muraoka, de 19 anos, dirigia a cerca de 130 km/h antes do acidente em Jacupiranga, no interior de São Paulo. A informação consta na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), aceita pela Justiça. O limite de velocidade no trecho da Rodovia José Edgard Carneiro (SP-193) era de 40 km/h.

O acidente aconteceu em 5 de maio, quando Joyce estava em um ponto de ônibus às margens da rodovia. Além da estudante, um homem, de 45 anos, também foi atingido e ficou ferido. As vítimas foram atropeladas após o caminhão perder o controle e invadir a área onde estavam. Joyce não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Segundo a denúncia do MP-SP, baseada no inquérito da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), um funcionário do caminhoneiro relatou que o veículo trafegava em alta velocidade antes da colisão. Ainda conforme o depoimento, Matheus perdeu o controle da direção ao se aproximar de um radar instalado na rodovia. O equipamento fiscalizava o limite de 40 km/h no trecho.

O Ministério Público denunciou Matheus por homicídio doloso e tentativa de homicídio. Segundo a investigação, ele também foi filmado ingerindo bebida alcoólica antes do atropelamento. As imagens foram anexadas ao inquérito.

Após o acidente, o caminhoneiro fugiu do local e chegou a mentir para os policiais ao afirmar que era passageiro do veículo. Inicialmente, ele foi liberado pelas equipes que atenderam a ocorrência. Mais tarde, foi preso em Piedade, no interior paulista, após ser identificado.

Bebida e cocaína

De acordo com a denúncia do MP-SP, o acidente ocorreu no retorno de uma viagem feita por Matheus para entregar uma carga em Eldorado, no interior paulista. Testemunhas ouvidas durante a investigação afirmaram que ele consumiu bebida alcoólica e cocaína antes do acidente. Os relatos foram incluídos no inquérito policial.

A denúncia aponta ainda que Matheus realizou uma ultrapassagem forçada momentos antes da colisão. Ao se aproximar do radar, ele teria freado bruscamente e a porta do caminhão se abriu. Conforme o MP-SP, o motorista perdeu o controle do veículo ao tentar fechar a porta durante o trajeto.

A promotoria atribui ao caminhoneiro os crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e embriaguez ao volante. O Ministério Público pediu que Matheus seja levado a júri popular. O pedido foi aceito pela 1ª Vara de Jacupiranga, tornando o motorista réu no processo.

O g1 não conseguiu localizar a defesa de Matheus Henrique Poly Garcia para comentar o caso até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

 

Imagens mostram o caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia ingerindo bebida alcoólica momentos antes de matar Joyce Akemi Santana Muraoka atropelada em Jacupiranga, SP — Foto: Reprodução e Redes Sociais

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