Uma reação ao uso de #creme com corticoides deixou uma jovem de 20 anos de cama nos Estados Unidos. Natalie Wright desenvolveu a chamada síndrome da pele vermelha, uma espécie de síndrome de abstinência conhecida como Topical Steroid Withdrawl (TWS). Os sintomas da condição incluem sensação de queimação, descamação, inchaço, vermelhidão, nódulos com pus, insônia, perda de cabelo e depressão. A doença é desencadeada pelo uso inapropriado ou abusivo de cremes dermocorticoides, indicados para tratar dermatites.
Natalie convivia com eczema severa desde a infância, o que a levou a usar doses cada vez maiores do produto. Com o tempo, o efeito passou a ser o inverso: em vez de fazer a coceira sumir, ela começou a ter problemas tão intensos que, para aliviar o incômodo, chegou a se arranhar até ferir a própria pele.
As dores ficaram tão intensas que Natalie não conseguia nem tomar banho – o impacto das gotas na pele causava incômodo semelhante a passar “limão em uma ferida aberta”. Movimentar-se também doía, obrigando-a a ficar deitada na cama o dia inteiro. Na fase mais dura das reações, pela necessidade de mastigar e mover o rosto, até mastigar alimentos sólidos era difícil.
As primeiras sessões do único tratamento existente permitiram que ela saísse da cama e tivesse uma vida mais ativa, embora ainda tenha a pele ferida. A melhora permitiu até que ela se casasse, em março deste ano. A terapia, que são realizadas penas no Reino Unido e na Tailândia é com plasma frio atmosférico.

