Entidade questiona plataforma que analisa processos e recomenda estratégias jurídicas; ação pede supervisão obrigatória de advogados
Para a entidade, é questionável o uso desse tipo de tecnologia em atividades consideradas privativas da advocacia, especialmente quando realizadas em larga escala e sem participação efetiva de advogados.
Por fim, a entidade pede que seja proibido o oferecimento do serviço a pessoas que não tenham inscrição na OAB, além da realização de auditorias independentes.
Proteção de dados
A ação também questiona como a Enter utiliza os dados pessoais presentes nos processos judiciais analisados pela plataforma, e pede esclarecimentos sobre os critérios empregados para classificar litigantes automaticamente e sobre a eventual utilização de documentos, estratégias e teses desenvolvidos por advogados para aprimorar ferramentas disponibilizadas a outros clientes.
A entidade afirma que não se opõe ao uso de inteligência artificial na advocacia, mas considera necessário estabelecer limites para preservar a responsabilidade dos profissionais.
“A OAB SP não é contra a tecnologia. É contra a advocacia sem advogado”, afirmou a entidade.
Os pedidos ainda dependem de análise da Justiça. A reportagem busca contato com a Enter para obter um posicionamento sobre a ação. O espaço está aberto para manifestações.

