Celina diz que 44 pessoas em situação de rua aceitaram internação humanizada

De acordo com a governadora Celina Leão (PP), a partir do protocolo de acolhimento, 44 pessoas já aceitaram a internação humanizada

O Governo do Distrito Federal (GDF) divulgou, na noite desta segunda-feira (20/7), o modelo de cuidado humanizado integrado para a população de rua da capital. De acordo com a governadora Celina Leão (PP), a partir do protocolo, 44 pessoas já aceitaram a internação humanizada.
Na última sexta-feira (17/7), o GDF sancionou a lei que institui acolhimento à população em situação de rua e autoriza internação involuntária para pessoas com transtornos mentais e dependência química.
A chefe do Executivo local detalhou que foram mapeados 500 pontos de concentração de pessoas em situação de rua no DF. Desse total, 247 já estão sendo monitorados pelo GDF.

“Para vocês terem noção, 44 pessoas que precisam de tratamento já aceitaram a internação voluntária. Dessas, 22 pessoas querem retornar para os seus locais de origem. Ou seja, é um programa sério, que está indo com todas as secretarias e cuidando dessas pessoas que estão em situação de rua”, afirmou Celina.

 

O modelo estabelece desde a abordagem inicial nas ruas até a eventual internação por até 90 dias, mediante avaliação médica e cumprimento dos critérios previstos em lei.

O documento reúne as atribuições da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), da Secretaria de Saúde (SES), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).

Busca ativa prioriza adesão voluntária

O protocolo prevê que o primeiro contato seja realizado por equipes de abordagem social da Sedes, do Consultório na Rua, da Secretaria de Saúde, e do programa AcolheDF, da Sejus.

A prioridade é buscar a adesão voluntária da pessoa em situação de rua aos serviços de assistência e saúde. No entanto, caso sejam identificados indícios de que a pessoa representa risco para si ou para terceiros, poderá ser iniciado o procedimento para avaliar a necessidade de internação involuntária.

Os sinais de alerta previstos no protocolo são:

  • risco à vida;
  • situação de violência;
  • negligência extrema com os autocuidados básicos.

Quando houver suspeita de que a internação involuntária seja necessária, uma equipe especializada da Sejus será acionada. O grupo será composto por assistente social, psicólogo, enfermeiro e motorista, responsáveis por avaliar cada caso individualmente e decidir se há necessidade de acionar o Samu para remoção do paciente.

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